Sabe aquele filme que termina e você fica uns dez minutos olhando para a parede, tentando processar o que acabou de ver? “A Vizinha Perfeita” (The Perfect Neighbor), dirigido por Geeta Gandbhir, é exatamente assim. Lançado pela Netflix em 2025, o filme virou febre e agora, em 2026, é o grande favorito para ganhar o Oscar de Melhor Documentário.
Se você ainda não viu, prepara a pipoca, porque o papo aqui é sério, mas a experiência é de tirar o fôlego.
Você dentro da cena: O poder das câmeras policiais
O que mais chama a atenção logo de cara é que o filme não tem aquele narrador com voz de locutor explicando tudo. Ele é feito quase inteirinho com imagens reais. O destaque vai para as “bodycams” (aquelas câmeras que os policiais usam presas na farda).
A sensação é de que a gente está lá no meio da confusão, na calçada junto com os agentes na Flórida. Além disso, tem muitos vídeos de câmeras de segurança e vídeos caseiros gravados por celular. É um estilo “true crime” (crime real) que não tenta te convencer de nada com palavras, ele te mostra a verdade nua e crua na sua frente. É sensacional e, ao mesmo tempo, assustador.
Uma briga de vizinhos que virou tragédia
A história foca no caso real de Ajike “AJ” Owens, uma mãe negra que foi morta a tiros pela vizinha branca, Susan Lorincz, em 2023. O motivo? Uma discussão boba porque os filhos da AJ estavam brincando no gramado.
O documentário mostra que isso não foi “só um acidente”. Ele revela como o preconceito e o racismo do dia a dia podem transformar um desentendimento de vizinhança em uma tragédia sem volta. O filme funciona como um espelho das coisas erradas que ainda acontecem na sociedade, onde o medo e o preconceito andam de mãos dadas.
A polêmica lei do "Stand Your Ground" (Defenda o seu Espaço)
Um ponto central do filme é a discussão sobre uma lei da Flórida chamada “Stand Your Ground” (que significa algo como “Defenda o seu Espaço” ou “Mantenha-se Firme”). Essa lei diz que você pode usar força letal (ou seja, atirar) se sentir que sua vida está em perigo.
No filme, vemos como a vizinha tentou usar essa lei para sair impune, dizendo que estava “se defendendo” de uma mulher desarmada que só estava batendo na porta. É um debate pesado sobre como a justiça pode ser injusta dependendo de quem puxa o gatilho e de quem é a vítima. No final, Susan foi condenada a 25 anos, mas o documentário mostra que a luta por justiça vai muito além de uma condenação.
Por que ele vai ganhar o Oscar em 2026?
A indicação ao Oscar já está confirmada e, nas casas de apostas e nas conversas de cinema, ele já desponta como o favorito. O filme é “queridinho” da crítica porque:
- É real: Usa o material da polícia para contar a história sem filtros.
- É atual: Fala de racismo e leis de autodefesa que estão no jornal todo dia.
- É emocionante: Você sente a dor da família e a tensão da comunidade.
Resumo da ópera
A Vizinha Perfeita é imperdível. É um soco no estômago, mas daqueles que fazem a gente abrir os olhos. Se você quer estar por dentro das conversas sobre o Oscar 2026, corre para a Netflix e dá o play!
Ficha Técnica

A Vizinha Perfeita (2025)
Imagens de câmeras policiais revelam como uma antiga briga de vizinhos acabou em morte nesta obra sobre medo, preconceito e a lei de legítima defesa nos EUA.
Onde assistir: NETFLIX
Diretor: Geeta Gandbhir
Elenco: Susanq Lorincz, Ajike Owens, Pamela Dias
Nossa Opinião: O uso das imagens das câmeras corporais dos agentes é simplesmente sensacional, transportando o espectador para o centro da trama com uma crueza perturbadora. Não é à toa que o filme já desponta como o grande favorito ao Oscar 2026. É cinema documental em seu estado mais puro e necessário.