A cada 10 mortes no Brasil, uma é causada por alimentos ultraprocessados.
Essa é a alarmante conclusão de uma pesquisa inédita da Fiocruz. O estudo revela que o consumo excessivo de produtos como refrigerantes, macarrão instantâneo e bolachas recheadas está gerando um rombo de R$ 10,4 bilhões por ano nos cofres públicos, além de um impacto devastador na saúde da população.
Um problema de saúde pública
O estudo, que analisou dados de 2019, mostra que o consumo de ultraprocessados está diretamente ligado a doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão, que por sua vez, são responsáveis por milhares de mortes prematuras a cada ano. Essa carga de doenças não apenas sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS), como também gera custos com aposentadorias precoces e afastamentos do trabalho.
O preço da má alimentação
Os pesquisadores estimaram que o Brasil gasta mais de R$ 900 milhões por ano com o tratamento dessas doenças relacionadas aos ultraprocessados. Além disso, o país perde cerca de R$ 9,2 bilhões anualmente em decorrência de mortes prematuras, o que representa uma perda significativa de mão de obra produtiva.
Regiões mais afetadas
O estudo identificou que algumas regiões do país são mais afetadas pelo problema, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A desigualdade social e o acesso limitado a alimentos saudáveis em áreas mais vulneráveis são alguns dos fatores que contribuem para esse cenário.
A indústria alimentícia na mira
A pesquisa aponta para a necessidade urgente de políticas públicas que desestimulem o consumo de ultraprocessados e promovam hábitos alimentares mais saudáveis. Uma das medidas mais eficazes seria a implementação de um imposto seletivo sobre esses produtos, similar ao que já existe para bebidas alcoólicas e cigarros.
O que está em jogo?
A saúde da população e a sustentabilidade do sistema de saúde são apenas parte do problema. O consumo excessivo de ultraprocessados também impacta a economia do país, gerando custos elevados para o setor público e privado. Além disso, o problema tem um impacto social significativo, afetando principalmente as populações mais vulneráveis.
É preciso agir agora!
A pesquisa da Fiocruz serve como um alerta para a necessidade de uma ação urgente por parte do governo, da sociedade e da indústria alimentícia. É preciso investir em políticas públicas que promovam a alimentação saudável, como a rotulagem nutricional obrigatória, a restrição da publicidade de alimentos ultraprocessados para crianças e a criação de ambientes alimentares mais saudáveis nas escolas e locais de trabalho.
Conclusão
Os dados apresentados pela Fiocruz são alarmantes e exigem uma reflexão profunda sobre o nosso modelo alimentar. A escolha por alimentos ultraprocessados está colocando em risco a saúde da população e a sustentabilidade do nosso sistema de saúde. É hora de mudarmos nossos hábitos e exigirmos políticas públicas que priorizem a alimentação saudável.
Pois é, gosto muito de refrigerante de guaraná e de alguns frios, mas não exagero.